Projetos

Projeto Saúde na Lagoa (2024 – atual)

O projeto Saúde na Lagoa tem como objetivo organizar, através da parceria compescadores, escolas, instituição de saúde, universidade, organizações do terceiro setore poder público, um roteiro pedagógico de saúde ambiental no entorno da Lagoa dePiratininga (Niterói RJ), composto por cinco estações de aprendizado onde osmultiplicadores de ações de saúde no território possam vivenciar os potenciais e osimpactos desse ecossistema para um território mais saudável e resiliente, e sugerirações em conjunto para a melhoria das condições socioambientais e de saúde dacomunidade.

RECONSTRUÇÃO DA ESTATÍSTICA PESQUEIRA LAGUNAR DO LESTE FLUMINENSE, UTILIZANDO UMA ABORDAGEM BASEADA EM DADOS LIMITADOS (2024 – atual)

O projeto “Reconstrução da Estatística Pesqueira Lagunar do Leste Fluminense, Utilizando uma Abordagem Baseada em Dados Limitados” tem como objetivo reconstituir o histórico de capturas das principais espécies comerciais nas lagoas do leste fluminense (Piratininga-Itaipu, Maricá, Saquarema e Araruama). Essas lagoas desempenham um papel crucial na conservação da biodiversidade e na sustentação da pesca artesanal, sendo fundamentais para os serviços ecossistêmicos da região. A proposta busca fornecer informações essenciais para o manejo sustentável dos estoques pesqueiros, utilizando uma abordagem inovadora baseada em dados limitados. Ao longo do projeto, serão estabelecidos pontos de referência biológica para os recursos pesqueiros, contribuindo para a gestão eficiente e sustentável das atividades de pesca nessas lagoas, que são centrais para o equilíbrio ecológico e a economia local.

Ordenamento e regularização das Fazendas Marinhas de Jurujuba – COOPEMARJ Maricultura (2023 – atual)

O cultivo de mexilhões é uma atividade socioeconômica relevante em Niterói, com benefícios sociais, econômicos e ambientais significativos para uma parcela importante da comunidade pesqueira de Jurujuba. A maricultura implementada na década de 1990 pela Associação Livre de maricultores de Jurujuba ALMARJ é uma das maiores e mais antigas do Estado.No intuito de se encontrar soluções criativas e que ordenem e desenvolvam a maricultura e os maricultores, paralelo a regularização, serão realizadas ações de intercambio/ troca de experiencias, apoio a associações irmãs e reaproximação com pesquisadores da Universidade Federal Fluminense. Espera-se que ao término do projeto a regularização da maricultura esteja pelo menos encaminhada, o cultivo esteja ordenado e distribuído de forma adequada entre os maricultores, estes unidos em torno da sua cooperativa e que a troca a sinergia entre o saber local e o conhecimento cientifico seja restabelecida.

Desenvolvimento sustentável solidário na atividade pesqueira artesanal (Pesca Solidária) (2021 – 2023)

O projeto “Desenvolvimento Sustentável Solidário na Atividade Pesqueira Artesanal” (Pesca Solidária) busca promover a sustentabilidade e fortalecer a pesca artesanal de pequena escala, uma atividade vital para o abastecimento de pescados em mercados locais e regionais. Responsável por cerca de metade dos desembarques de frutos do mar em países em desenvolvimento, a pesca artesanal enfrenta desafios de infraestrutura e comercialização, como armazenamento e transporte inadequados, que afetam a cadeia produtiva e geram perdas econômicas.

Com base no vasto conhecimento tradicional acumulado pelos pescadores ao longo dos séculos, o projeto visa aprimorar o manejo sustentável dos recursos pesqueiros e mitigar os impactos ambientais dessa atividade, que pode reduzir a diversidade e a abundância de espécies. Ao unir a ciência pesqueira com o conhecimento local, o Pesca Solidária busca soluções inovadoras para melhorar a produção, agregar valor aos produtos e impulsionar o desenvolvimento social e econômico das comunidades litorâneas. O projeto também explora o conceito de “Manejo Pesqueiro baseado no Ecossistema”, promovendo uma abordagem integrada que considera as relações entre a pesca e os ecossistemas costeiros, com o objetivo de criar uma pesca artesanal mais resiliente e sustentável a longo prazo. Como principal legado deste projeto foram fundadas quatro associações: AMPAJ – Associação dos maricultores e pescadores artesanais de Jurujuba, TAMBOA -Associação de Trabalhadores Associados do Mar da Boa Viagem, UNIPESCA – União dos pescadores Livres de São Gonçalo e APALAP – Associação dos Pescadores e Amigos da Lagoa de Piratininga.

Uso Sustentável dos Sistemas Lagunares (USSL) (2021 – atual)

As lagunas costeiras são ecossistemas de alta produtividade biológica, oferecendo uma diversidade de serviços que beneficiam tanto as populações locais quanto os visitantes. O Projeto Uso Sustentável dos Sistemas Lagunares (USSL) tem como objetivo analisar as pescarias lagunares de forma integrada, adotando uma abordagem ecossistêmica que considera as espécies exploradas, assim como os aspectos econômicos e sociais envolvidos. Esse projeto busca a inserção dos pescadores e das comunidades como agentes transformadores, promovendo sistemas de gestão que assegurem a utilização sustentável dos recursos naturais. O desenvolvimento do projeto foi realizado em cinco comunidades distribuídas em quatro municípios: Amendoeira e Itapeba (Maricá), Mombaça (Saquarema), Baleia (São Pedro da Aldeia) e Siqueira (Cabo Frio). Outro objetivo do USSL é fortalecer as comunidades locais por meio de demandas específicas, utilizando estratégias como o monitoramento participativo da produção pesqueira, a valoração da cadeia produtiva, o Turismo de Base Comunitária (TBC) e ações de Educação Ambiental (EA). Para isso, foram aplicadas metodologias diversificadas, baseadas em eixos de pesquisa e divulgação:

Pesca Sustentável e Qualidade de Vida – Caracterização da atividade pesqueira e da estrutura trófica dos sistemas lagunares. Estabelecimento de um “hub” de difusão de conhecimentos, denominado Teia dos Saberes, para promover a EA. Adoção de práticas de pesca responsáveis, com melhoria na obtenção de dados e informações sobre os meios de vida das comunidades. Simulação de cenários que auxiliem na gestão das lagoas, promovendo intercâmbio de aprendizado e experiências através da EA.

Turismo de Base Comunitária (TBC): Utilização da Teia dos Saberes como um polo de turismo científico, sensibilizando e engajando parceiros para desenvolver roteiros de vivências. Realização de eventos de capacitação comunitária e cursos de formação de condutores, preparados para apresentar as potencialidades turísticas de cada localidade.

Por meio dessas ações, o projeto USSL visou promover a sustentabilidade, a qualidade de vida e o fortalecimento das comunidades que dependem dos sistemas lagunares, assegurando um futuro mais resiliente e próspero. Por fim foram desenvolvidas atividades de fortalecimento comunitários através de capacitações diversas que envolveram as boas práticas na manipulação do pescado, culinária, empoderamento feminino e uso de recursos audiovisuais para divulgação da atividade pesqueira local.

AVALIAÇÃO E FORTALECIMENTO COMUNITÁRIO EM MANGUEZAIS DE TRÊS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA BAÍA DE GUANABARA (RJ): RESILIÊNCIA, CONSERVAÇÃO E ADAPTAÇÃO A MUDANÇAS AMBIENTAIS (PROJETO GUANAMANGUE) (2021 – 2022)

O Projeto Guanamangue teve como objetivo aumentar o conhecimento e aprimorar a gestão ambiental dos manguezais em três unidades de conservação da Baía de Guanabara. Além disso, o projeto buscou fortalecer as populações tradicionais que dependem desses ecossistemas, promovendo a integração entre o saber local e o conhecimento científico, visando à conservação e adaptação às mudanças ambientais. Dentro deste projeto tínhamos uma atividade de marcação e recaptura de robalos nos manguezais denominada de Ação Robalos da Guanabara que hoje é um programa contínuo de pesquisa e extensão chamado – Projeto Robalos da Guanabara. A pesca dos robalos (Centropomus spp.) nos manguezais e entorno da Baía de Guanabara desempenha um papel fundamental para o planejamento pesqueiro e o envolvimento das comunidades locais e pescadores esportivos . Atualmente o presente estudo busca integrar o conhecimento tradicional com o saber científico, visando ampliar o entendimento sobre esses peixes e suas interações com os distintos ecossistemas i.e., manguezais, costões, praias, lagunas, estuários e as baías. Através da identificação e análise biológica dos robalos, o projeto pretende fornecer subsídios que aprimorem as práticas pesqueiras locais, destacando a importância ecológica desses peixes nos ecossistemas marinhos. Além disso, os dados gerados poderão servir como referência para avaliar os impactos das mudanças climáticas sobre a cadeia alimentar e a resiliência dos ecossistemas que a espécie utiliza nas diversas fase da sua vida.

Apoio ao Navio Ciências do Mar 3 (2021 – atual)

O projeto Apoio ao Navio Ciências do Mar III tem como objetivo principal fortalecer a geração e disseminação de conhecimento nas Ciências do Mar, por meio da modernização e estruturação da embarcação Ciências do Mar III. A iniciativa abrange a aquisição de equipamentos essenciais para as áreas de oceanografia física, química, geológica e biológica, fundamentais para o desenvolvimento de atividades práticas a bordo e para a formação de profissionais altamente qualificados. A Universidade Federal Fluminense, em conjunto com um consórcio de universidades da região sudeste, é beneficiária direta do Laboratório de Ensino Flutuante (LEF), onde estudantes de graduação e pós-graduação participam de atividades embarcadas que promovem capacitação e aprimoramento nas Ciências do Mar. Ao proporcionar infraestrutura de ponta para o ensino e a pesquisa, o projeto visa ampliar o alcance e a qualidade da formação acadêmica, promovendo avanços científicos e qualificação profissional para o mercado de trabalho.

Mecanismos Reguladores da Produção Pesqueira nos Sistemas Lagunares do Leste Fluminense: estado atual e cenários futuros. (2018 – atual)

O projeto Mecanismos Reguladores da Produção Pesqueira nos Sistemas Lagunares do Leste Fluminense: estado atual e cenários futuros tem como objetivo entender os fatores que controlam a dinâmica e a produtividade biológica dos sistemas lagunares dessa região, com foco na pesca artesanal. Historicamente, essas lagoas costeiras, formadas por processos de erosão e sedimentação, apresentam grande importância ambiental e socioeconômica, sendo áreas de interface entre zonas costeiras, estuarinas e marinhas. Além de sua relevância para a estabilidade climática e manutenção do lençol freático, elas têm alta produtividade pesqueira, principalmente de peixes e crustáceos, o que sempre atraiu o interesse humano. Atualmente, esses sistemas estão pressionados por mudanças ambientais, sendo descritos como “sufocados”, com uma única conexão com o mar e uma produtividade que ainda sustenta atividades importantes como a pesca, controle de inundações, e turismo. O projeto busca caracterizar o estado atual da pesca artesanal e identificar os fatores que influenciam sua produtividade por meio de uma abordagem ecossistêmica integrada. Isso será feito através da criação de modelos de estado trófico (LOICZ) e teia trófica (Ecopath with Ecosim), além de avaliar a importância desses habitats para a manutenção das populações adultas de espécies chave. Ao integrar variáveis bióticas e abióticas, o estudo vai analisar o papel dos nutrientes na teia trófica e sua relação com a manutenção de populações de peixes e crustáceos, que são essenciais para a pesca local. O projeto também fornecerá bases teóricas para o manejo sustentável desses recursos naturais, abordando questões de uso do habitat e conservação, bem como propondo soluções para problemas ecológicos e produtivos nos sistemas lagunares do leste fluminense.

Projeto Bonito: ecologia e socioeconomia da pesca de Katsuwonus pelamis na costa do Rio de Janeiro visando a avaliação de estoque, o manejo sustentável e sua utilização na alimentação escolar. (2016 – 2019)

O Projeto Bonito visou estudar a ecologia e a socioeconomia da pesca do bonito-listrado (Katsuwonus pelamis) na costa do Rio de Janeiro, com o objetivo de avaliar o estoque da espécie, promover seu manejo sustentável e explorar seu potencial uso na alimentação escolar. O bonito-listrado é uma espécie pelágica de importância comercial crescente, especialmente na indústria de conservas, com uma média de 5.000 toneladas desembarcadas por ano no estado, ocupando a terceira posição em volume de produção.
O projeto se propôs a gerar conhecimento científico integrado sobre os aspectos ecológicos, sociais e econômicos dessa pesca, investigando também as interações e conflitos com outras atividades, como as indústrias de petróleo e gás. Além disso, buscou comparar a cadeia produtiva do bonito-listrado com outras fontes de proteína, como frango e suínos, analisando as pegadas ecológicas dessas cadeias. A iniciativa também se inspirou em experiências anteriores, como o projeto com a anchoita, que desenvolveu novos produtos e distribuiu-os à rede escolar, e visou explorar o bonito-listrado como uma alternativa viável para a alimentação escolar no Rio de Janeiro. Além disso o projeto proporcionou a formação acadêmica qualificada em diferentes níveis como graduação, mestrado e doutorado. Também foram publicados artigos diversos sobre a história de vida desta importante recursos pesqueiro.

Projeto RIOPESCA (2013 – 2015)

O Projeto RioPesca, desenvolvido entre agosto de 2013 e dezembro de 2015, teve como objetivo principal gerar informações sobre a biologia e dinâmica populacional de espécies marinhas de interesse comercial ao longo da costa do Rio de Janeiro. O projeto contribuiu com subsídios importantes para o ordenamento e manejo sustentável dos estoques pesqueiros. Durante sua execução, foram amostrados mais de 62 mil indivíduos, com análises detalhadas sobre aspectos reprodutivos, idade, crescimento e genética de espécies como Pomatomus saltatrix, Mugil liza, Coryphaena hyppurus, Caranx crysos, Carangoides bartholomaei, Caranx latus e Lophius gastrophisus. Além disso, o projeto resultou em artigos científicos, apresentações em eventos nacionais e internacionais, monografias, dissertações e teses além da formação de redes colaborativas entre universidades e instituições públicas, como a FIPERJ, a Universidade do Porto, Universidade do Rio Grande – FURG, universidade Ferderal do Paraná – Campus Palotina entre outras As informações geradas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo para a gestão eficaz dos recursos pesqueiros.

Projeto Aruanã (2012 – atual)

O Projeto Aruanã, iniciado em 2012 no Laboratório ECOPESCA (Biologia do Nécton e Ecologia Pesqueira) da Universidade Federal Fluminense (UFF), é voltado para o monitoramento de tartarugas marinhas na Baía de Guanabara e regiões adjacentes, atuando sob a licença SISBio n° 77721-6. Originalmente incubado no laboratório, o projeto levou à criação de uma instituição de pesquisa da sociedade civil. Hoje, é gerido pelo Instituto de Pesquisas Ambientais Littoralis, uma associação sem fins lucrativos, cuja missão é “Desenvolver, realizar e promover ações voltadas à preservação e conservação ambiental, com foco na manutenção do equilíbrio ecológico e no desenvolvimento social sustentável.” Desde 2022, o projeto conta com a parceria da Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e possui uma sede na Praia de Itaipu, Niterói, RJ.
O Projeto Aruanã se dedica à pesquisa e conservação de tartarugas marinhas e do ambiente costeiro e marinho, promovendo a participação da sociedade em suas ações. Ao longo de seus 14 anos de atuação, o projeto investigou a presença de tartarugas marinhas na Baía de Guanabara e regiões adjacentes, mobilizou a comunidade local e incentivou a criação de políticas públicas voltadas à conservação dessas espécies. Um dos principais resultados foi a implementação de regras específicas para a proteção de tartarugas marinhas na Reserva Marinha Extrativista de Itaipu. O Projeto Aruanã concentra suas atividades em três áreas principais: (i) pesquisa e conservação de tartarugas marinhas e incentivo a políticas públicas, (ii) sensibilização e educação ambiental e (iii) fortalecimento comunitário.

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